sábado, 31 de outubro de 2009

Que quebrem meus costumes!



Costume é algo assustador. Imaginem uma criança acostumar-se a roer unha e os pais não intervirem neste costume de uma maneira dura. Esta criança chegará aos 21 anos com a mesma mania, que já é costume, e para largar este, será triplamente difícil.
É claro que existem casos e casos. Por exemplo: esta mesma criança que o pai não interveio, poderia largar isto por si só. Não conscientemente, mas por puro descaso. Acontece que ela poderia, também, chegar aos 14 anos e achar que roer unha é extremamente ridiculo e nojento, e lutar contra seus atos, até então, livrar-se deste. Mas existe também o lado D da história, que são aqueles que se acostumaram, acham extremamente nojento e ridiculo, lutaram contra os seus atos, mas não obtiveram sucesso.
Viram estes 4 tipos de pessoas? Elas existem, em todas as áreas da vida, e por isso, as questões que "nos prendem" são relativas. Para a pessoa A, se ninguém intervir, pode nem se dar conta, durante muitos anos que aquela ação é extremamente fútil, para B, pode deixar de lado, sem nem ao menos notar, para a C, entretanto, ela precisa tomar uma posição, lutar e conseguir livrar-se. Mas também existem as D, que tem noção das coisas, não gostam delas, lutam incessantemente para deixarem, e não conseguem, por isso, não podemos tomar conclusões sem nós nos pormos no lugar da outra pessoa antes.
Acompanhem o meu raciocínio: Você já estalou por bastante tempo os seus dedos, e decidiu parar, conseguindo sucesso. Outra pessoa tentou, tentou, chorou e não conseguiu. Qual seria a nossa primeira reação? Subestimá-la. Claro, né?! Você conseguiu, afinal. Não era tão dificil assim. Mas imaginem se vocês estivessem no lugar delas e tivesse tido exatamente o mesmo resultado dela, qual seria a sua reação se a pessoa em questão tivesse lhe subestimado? Você provavelmente ficaria injuriado.
Então, muito cuidado por subestimar uma ação que alguém tenta tanto sair, pois você poderia estar no mesmo lugar dela. Mas afirmo dizer que tem coisas que não tem volta, e são sobre estas que vos falo, só dei um exemplo comum, de fácil entendimento.
Se tem uma coisa que eu quero, esta coisa é: quebrar os meus costumes. Infelizmente tenho muitos, como o de roer unha, por exemplo, mas creio que um dia serei livre de todos. E que bom, se isso acontecer!

Happy Halloween!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Droga de destino



Toda essa história de ‘destino’ é perfeitamente engraçado, ou não. É mais ou menos aquela história em que você sempre fica na parte da frente de um ônibus, e só passa pela catraca quando vai descer. Ou seja, fica a viagem inteira na frente. Acontece, que certo dia você esquece que senta todo santo dia na frente, e atravessa, senta no seu lugar lá atrás (arrependido de ter atravessado), e quando menos espera, a pessoa que sentou ao seu lado, é a que você se apaixonou perdidamente no exato instante em que a viu. Algo como ‘sofrer um imprint’, como os lobisomens nos livros da saga Twilight. O fim deles? Conversaram todo o caminho, trocaram telefones, e estão de casamento marcado para o próximo fim de semana.
Credo! Fui bem baixo neste exemplo, né?! Ok, darei um mais high level.
Suponhamos que você seja um empresário que necessita estar em muitas reuniões em várias partes do mundo. Todas as vezes, é de praxe, senta no mesmo assento. Só que num certo dia, que parecia estar correndo normalmente, ele compra a passagem, e quando vai procurar o assento, alguém está sentado lá... E neste mesmo momento, ele sofreu aquele ‘imprint’. E foram a viagem toda conversando, casaram, tem dois filhos, uma filha, e um que eles não sabem ao certo.
O grande lance, é que a mala desse destino, não está nem ai pra quando a gente deseja que ele apareça, e se a gente não agir pela gente mesmo, já era. Como, por exemplo, no dia em que o destino colocou uma pessoa na minha vida, convivi por anos e anos com ela, mas no dia que é para esse miserável tirá-la do meu caminho, ele não tira. Ai, será que é a parte em que o ‘destino’ é o meu sofrimento? Será que o ‘destino’ é ter me feito apaixonado, sabendo que eu sofreria por muito, muito tempo?
Qual será o meu destino, afinal?




P.S.: Feliz aniversário aos dois anos de blog, dia 04/10. \o/

domingo, 27 de setembro de 2009

Basta de CorelDraw, Twitter, Filmes, Vídeos, Tudo!



Se tem uma coisa que eu sempre fiz, foi te proteger. Eu sempre te defendi quando todo mundo curtia com sua cara. Eu sempre fiquei do teu lado quando todo mundo queria te tirar de perto. Eu sempre guardei os xingamentos que todo mundo usava contra você, por medo de te ferir, por medo de ser mais um que te magoaria. Eu sempre fui o do contra com tudo relacionado a ti e fui eu, que mesmo todos não acreditando, nem mesmo eu, fingi acreditar em suas histórias, que se mostravam mentiras tão óbvias.
Quantas vezes eu achei desculpas que justificavam suas infatilidades? Olha, eu realmente acreditei que você amadureceria, que seria diferente quando você começasse a, de fato, crescer. Eu até hoje não sei como eu fui me apaixonar tão perdidamente assim por você. O que você tem a me oferecer? As suas mesmas desculpas esfarrapadas para me usar? Você não cresceu o bastante ainda, não amadureceu o bastante, mas o suficiente para tratar os fatos com mais maturidade.
Mas, sabe, chega um momento que chegamos num estágio, em que a decisão mais dolorosa, é a certa a tomar. A mais fácil, provavelmente me faria sofrer muito mais do que o reestabelecimento do meu estado de insanidade. Sim, porque para sentir algo por você, só sendo muito insano... E é exatamente aqui que abro mão de quase uma década de histórias, desejando que você não se arrependa amargamente num futuro não muito longo, porque eu já me arrependo desta mentira que vivemos por anos a fio.

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Vida deprê



Todo mundo tem os seus momentos que deseja ficar sozinho. Não digo relacionado a relacionamentos amorosos, embora passemos por isso algumas vezes também no decorrer da nossa vida, mas digo em relação a você mesmo. Dar um tempo a si mesmo, só pra você e ninguém mais. Isolar-se é necessário por vezes; é só tomar cuidado para não sumir de todos, e, como consequencia, todos esquecerem da gente.
Eu sempre sonhei em ser artista de tv, cantor (se eu tivesse voz pra isso), e tudo relacionado à mídia. Mas eu, organizador de um pequeno evento aqui em São Luís, conheço algumas pessoas, que nem são tantas assim, fico me sentindo um lixo com elas por perto. Não estou dizendo que não gosto de todas elas, até porque é muito divertido sair com eles, mas em seus momentos.
A certeza da minha vida: não tenho a mínima condição psicológica de ser alguém famoso. Eu sou anti-social! Descobri isso, depois de não poder ir ao shopping, e ter que falar com mil e uma pessoas. Não dá! Eu não agüento... Tanto, que shopping é um lugar que eu nem suporto mais, só vou porque é o jeito! Imaginem a mim com muitos paparazzis em cima: eu simplesmente seria uma Britney Spears da vida, que sairia dando ‘guarda-chuvada’ neles.
A questão toda é: eu estou super pra baixo. Minha auto-estima já não era essas coisas, como já disse, e agora simplesmente não existe. Eu já não faço questão de estar com meus melhores amigos. Eu já não suporto estar conversando com as pessoas. Já não quero sorrir. Já não quero viver socialmente. Não quero trabalhar. Não quero nada. Sinceramente, estou quase em depressão... Só não entrei mesmo, porque sou obrigado a estar convivendo. E o pior: quando convivo, é como se não estivesse passando por isso.
De um lado, o meu serviço. Tenho que manter uma boa relação com os alunos, já que trabalho em uma escola. Fora os alunos, têm os funcionários, meus chefes e os ‘metidos’ a chefes. De outro lado, a faculdade... Tenho que ter o meu grupinho, já que a turma é dividida em duas, como se fossem ‘rivais’, ainda que sem motivos. Sem falar que tenho que me unir com alguém, pois preciso fazer trabalhos e atividades em grupo, e ninguém me colocaria se não tivesse algum tipo de relacionamento com eles.
Queria poder estar só, morar só, num lugar onde ninguém me conheça. Uma pena que eu não possa e tenha que aguentar agir de uma maneira que eu não quero. Eu não sei o que está acontecendo comigo. Quero simplesmente sumir. E fora isso, ainda tenho o meu sentimental abalado... Viver é, de fato, interessante?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Vida ou reputação?



Uma das coisas que sempre corremos atrás, ou passamos uma vida pensando em como conseguir, é a nossa própria reputação. Deixamos de agir pela nossa natureza, deixamos de pensar o que realmente queremos, e chegamos até a praticar certas coisas que nunca sonhamos em fazer. Isso tudo para demonstrar a boa reputação que todos sonham e estimam.
O grande problema é: uma hora, tudo vai cansar, vai despencar, e o que você construiu, vai te afetar, porque você simplesmente decidiu viver uma vida para os outros, não uma vida para o seu próprio contentamento. O que construiu todos esses anos realmente valeu alguma coisa, quando na verdade, tudo o que você arrancou foram suspiros (de inveja) de pessoas que você nem faz, de fato, questão da opinião que elas emitem?
E depois? E quando não agüentarmos mais a pressão de viver para eles? E quando quisermos viver para nós próprios, sem a preocupação do que aquelas pessoas, que você não deve nada, irão comentar, proliferar ou denegrir sobre você mesmo?
Seria certo preocupar-se tanto com a opinião alheia e deixar que a sua opinião seja esquecida, e somente lhe dê agonia? Sim, porque é isso que você vai ganhar... Agonia. Quando olhar pra trás e ver que toda a sua essência foi por água abaixo, e que poderia ter uma vida mais feliz atualmente.
Eu só tenho medo de que um dia, tudo o que eu construí seja perdido. Vivemos toda uma vida para construir nossa reputação, e em um só ato, podemos perder todo o respeito que lutamos tanto para conseguir. Mas agora, é viver na mentira que eu nunca quis, de fato, viver.