terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Analisando o planos do passado



É claro que a gente não gosta daquela luz forte na nossa cara. Principalmente se você está andando pela rua, a noite, e um carro vem com aquele farol no máximo e dá certinho nos seus olhos.
Outro exemplo é quando você está no escuro, quase dormindo ou dormindo e alguém acende a luz bem na sua cara. A primeira reação é reclamar, brigar e censurar tal ato, uma vez que incomode tanto.
Agora imaginem as mesmas cenas descritas anteriormente, e no lugar daquela luz que te incomode, sejam pisca-piscas, desses de natal mesmo. Daqueles coloridos, que piscam sincronizados e tudo. Dá prazer de olhar... E se estivesse dormindo, provavelmente te daria muito mais sono.
Pois então, acontece que essas luzes me deixam num estado que eu não sei entender. É satisfatório, como se me seduzisse para pensar bastante. Não é à toa que o fim de ano é a época que todo mundo (principalmente eu) tira para pensar nas coisas boas e ruins, nos planos do ano passado que deram certo este ano, e também os que deram errado. Enfim, pensamos como a nossa vida está seguindo, quem estamos nos tornando, ou quem não nos tornamos.
Há alguns dias eu tenho pensado nos planos que eu fiz no ano passado. Quais deles realizaram-se? Quais eu não consegui? Quais eu realmente queria que acontecesse, e eu fui o culpado dele não ter acontecido? É difícil. Bem difícil, pra falar a verdade, ser confrontado por você mesmo.
Enfim, decidi compartilhar com vocês quais as coisas aconteceram, como aconteceram, de acordo com a minha listinha do ano passado neste post.

1) Confiança demais com pouco conhecidos:
Isso eu fiz questão de fazer, e bem feito. Não existe coisa pior do que arrepender-se em confiar em quem não deveria, e para não decepcionar-me, preferia analisar minuciosamente cada pessoa que me rodeava, me perguntando se ela era uma que sumiria da minha vida no próximo dia, mês ou ano. Se ela era realmente confiável, qual histórico de amizade ela tem. Enfim, é sempre bom ter isso em mente, para que não sofra mais tarde.

2) Envolvimento demais em amizades que já passaram por alguma turbulência:
Tá, essa não deu certo. E eu garanto, valeu a pena me deixar provar que isso estava errado. Turbulências são turbulências, certo? Os filhos tem com os pais, e vice-versa. Por que, então, os amigos não podem ter também? Desdigo o que eu disse no ano passado.

3) Pensar demais no passado:
Eu estava decidido, e acredito que isso é para ser seguido, mas tem vezes que esse mesmo passado, deixa o pensamento e vem pra vida real, batendo, literalmente, em sua porta algumas vezes. E ai? É demais pensar no passado, se você o tem em frente a ele? Se o passado deixa de ser uma lembrança a ser vivida no cérebro e vira carne e osso...? Tem metas que a gente não tem culpa de não cumprir...

4) Paixões não correspondidas:
Infortúnio ler isso aqui. 365 dias é, definitivamente, muito tempo para não mudar, uma só vez, a direção. Tudo bem que não foi só uma, duas ou três vezes que eu me peguei pondo a ‘nossa música’ pra tocar. Não foi só uma vez que eu quase choro por sentir o que eu não queria sentir, mas queria sentir ainda assim. Mas não foi só uma vez que eu tomei uma posição de não alimentar o que não tinha certeza, e isso me ajudou bastante, pois agora, não sinto absolutamente nada, com relação a sentimentos amorosos.

5) Ser influenciado demais:

Cumpri. Graças a Deus... Claro que é impossível não ter sido influenciado por alguma coisa ou outra, mas eu decidi por mim mesmo, todas as vezes, e o que o outro fazia, deixou de fazer, não influenciou nos meus atos. Tomem cuidado com as influencias, pois no futuro, só você sentirá por você.

6) Deixar me dominar por futilidades:
No começo eu não levei muito a sério. E nem levo, até hoje. Mas sabe, a necessidade te faz tomar uma posição a estas futilidades, e faculdade é, sem dúvidas, uma delas. Se você trabalha, também é outro influenciador para esta posição. Trabalho pela manhã, tarde e estudo a noite. Fui obrigado a deixar isso de lado, e não ser o meu dominante. Tomem bastante cuidado, as vezes as pessoas perdem a vida diante de uma tela, podendo usufruir de outra cheia de cor e vida, fora dela.

7) Viver sem propósito:

Propósitos são importantes, em todas as fases de nossa vida. A cada dia que nasce, um propósito nasce junto dele, e assim, você vai vivendo de acordo com o propósito, ou pode perde-lo no meio do dele. A conseqüência disso, só você vai ter.

8) Machucar pessoas:

A gente sempre toma cuidado. Tem gente que não dá a mínima importância para o que vai falar. Não dá a mínima importância para o que a outra pessoa vai sentir, mas saiba que isso pode acontecer com você também. Imagina uma inversão de papéis... Como você se sentiria no lugar da outra pessoa? É um caso a se pensar. A única coisa que eu não apóio, é você fazer o que não quer para não machucar alguém. Tem coisas que podem ser evitadas, já outras, não. E fazer algo que não te satisfaz pela outra pessoa, machucará você mesmo, e você só transferiu a dor. Se puder achar um meio termo para não ferir nenhuma das duas, faça. Se não achar, melhor ferir a outra, a ferir-se. É o meu ponto de vista, por isso, não é preciso concordar.

Este foi o ‘Apanhadão’ 2009. Mas ainda farei o post das “Marcas de 2009”, podem esperar...

terça-feira, 17 de novembro de 2009

A famosa incompreensão



Sabe uma coisa que me deixa extremamente chateado? Incompreensão.
Eu sei que todo mundo tem o seu lado incompreensivo, e até mesmo eu, que estou hiper revoltado, tenho. É fácil ser incompreensivo com os outros, mas quando são conosco, pode correr que vem confusão, ou uma grande discussão.
Eu acho que nós, seres humanos, temos o direito de não gostar de algumas pessoas. Sim, por que não? Se na própria Bíblia diz isso, quem sou eu para contradizer, não é mesmo? E eu ainda acho que mais direito ainda, temos de não gostar de quem não gosta da gente, ou não gostou.
Agora imagina o dilema: seu amigo ser muito próximo (digo MUITO MESMO) da pessoa que você não gosta, e que, até onde você soube, pelo seu amigo mesmo, ela nunca gostou de você, sempre te xingou, desprezou e censurou.
Acontece que um certo dia ela age de uma maneira exorbitantemente diferente. Ela manda recado pelo seu amigo, prepara toda uma ‘confraternização’ (é claro que sem a participação dela, ou com, não importa), e pronto, acha que está tudo resolvido.
Epa! Peraê! Eu não tenho sangue de barata não! Aquela escolha que eu tinha que fazer entre o ir ou o não ir, não era simplesmente a resposta para o perdoar ou o não perdoar. Se eu fosse, eu não estaria perdoando, então, eu não estaria sendo eu. Eu estaria indo por conveniência, e isso, desculpa, nunca foi o meu forte.
O que eu ganhei com isso? Um amigo chateado, uma amiga me culpando e nada de compreensão de ambos os lados. Podem falar o que quiser, mas eu não vou fazer algo que eu não gosto e nem me sinto a vontade para fazer por pura conveniência. Será que eles se perguntaram o porquê da minha posição? Será que isso importava para eles? Eu realmente não sei.
Acontece que quanto menos eu esperava, aquilo voltou à tona, porque o meu amigo ainda é ‘sentido’ com a minha decisão. E neste exato momento eu tive a certeza que ele sim, é incompreensivo. É provável que ele ache a minha pessoa incompreensível por eu ter feito a pessoa preparar tudo pensando que eu iria, e não fui. Mas volto a repetir, não tenho sangue de barata. Mas se eu sou tão incompreensível assim, por que eu evito falar o que eu sinto em relação a ela? Por medo de machucar esse meu amigo.
Eu não vou viver numa mentira. Não vou. Não vou fingir que está tudo bem. Não vou. Não vou abrir mão do meu orgulho. Não vou. Não vou abrir mão de todas as humilhações pelas minhas costas. Não vou. Não vou abrir mão de todas as vezes que falou mal de mim, me julgando, me desprezando. Não vou.
Eu tenho que ser eu, tenho que agir conforme me convém, e desculpa, pode ser amigo, pode ser o papa, pode ser Deus, mas eu não faço o que eu não quero.
Eu já era para ter escrito este post antes, mas não tive disposição, então, fiz agora.

Verdade ou consequência?



A verdade sempre dói.
Eu sei que esta frase faz o tipo super-clichê, mas por mais que todo mundo a tenha na ponta da língua, é só sentindo na pele que entendemos o verdadeiro sentido. E esse é só mais um clichê, afinal.
Muita gente tem medo da verdade, outros, dizem preferir sofrer a receber uma mentira. MENTIRA! A grande maioria das pessoas não estão preparadas para uma verdade absoluta, e fala tudo da boca pra fora, como se esta ‘verdade’ que ela sempre espera, pudesse fazê-la mais importante, para si mesma.
Mariana, por exemplo, sabe que o seu namorado a trai (e sabe há algum tempo, já). Mas, sabe, ela não quer acreditar nisto mesmo que a sua vida toda ela tenha falado que tudo o que ela sempre almejou fosse a verdade. E aí? A verdade está diante de seus olhos, mas prefere ficar na mentira. Todos avisam, todos se compadecem, e todos, indiscutivelmente, importam-se com ela, mas não... Ela não quer! Quer evitar de sentir... Um dia, Mércia, sua melhor amiga, mostrou uma foto de Marcos, seu namorado, beijando Marisa, sua colega de trabalho. Lamento dizer, essa era a verdade que Mariana temia, mas foi com ela que sofreu por muito tempo.
Já Mauricio, aos 17 anos começou a engordar, e embora com 21 anos, sabendo que é gordinho e muita gente falando de maneira amigável e meiga, faltava ele receber a verdade que Mariana também recebeu. Ele não precisava, é claro, mas ele procurou, e achou: Recebeu um ‘relaxo’ de Mônica, por causa de suas gordurinhas localizadas, mesmo sem ter procurado receber. E agora, Maurício chora na calada da noite, imaginando que as lágrimas salgadas que caem pelo seu rosto ajudará a diminuir sua ‘fofura’ corporal.
Pobres casos!
Mas sabe, receber uma ‘verdade dolorida’ ajuda em muitas coisas, por exemplo:
- a acreditar mais no que as pessoas falam pra gente, mesmo quando já sabemos a verdade, mas estamos cegos por livre escolha.
- a não esperar a verdade cair sobre você por outras pessoas. Isso poupa dor (e a vergonha).
- a tomar posicionamento diante de dúvidas.
- muitas outras.

A questão é: Eu já me posicionei com a ‘minha’ verdade dolorida. E você? Já achou a sua, ou vai esperar alguém lhe dizer qual é?

sábado, 31 de outubro de 2009

Que quebrem meus costumes!



Costume é algo assustador. Imaginem uma criança acostumar-se a roer unha e os pais não intervirem neste costume de uma maneira dura. Esta criança chegará aos 21 anos com a mesma mania, que já é costume, e para largar este, será triplamente difícil.
É claro que existem casos e casos. Por exemplo: esta mesma criança que o pai não interveio, poderia largar isto por si só. Não conscientemente, mas por puro descaso. Acontece que ela poderia, também, chegar aos 14 anos e achar que roer unha é extremamente ridiculo e nojento, e lutar contra seus atos, até então, livrar-se deste. Mas existe também o lado D da história, que são aqueles que se acostumaram, acham extremamente nojento e ridiculo, lutaram contra os seus atos, mas não obtiveram sucesso.
Viram estes 4 tipos de pessoas? Elas existem, em todas as áreas da vida, e por isso, as questões que "nos prendem" são relativas. Para a pessoa A, se ninguém intervir, pode nem se dar conta, durante muitos anos que aquela ação é extremamente fútil, para B, pode deixar de lado, sem nem ao menos notar, para a C, entretanto, ela precisa tomar uma posição, lutar e conseguir livrar-se. Mas também existem as D, que tem noção das coisas, não gostam delas, lutam incessantemente para deixarem, e não conseguem, por isso, não podemos tomar conclusões sem nós nos pormos no lugar da outra pessoa antes.
Acompanhem o meu raciocínio: Você já estalou por bastante tempo os seus dedos, e decidiu parar, conseguindo sucesso. Outra pessoa tentou, tentou, chorou e não conseguiu. Qual seria a nossa primeira reação? Subestimá-la. Claro, né?! Você conseguiu, afinal. Não era tão dificil assim. Mas imaginem se vocês estivessem no lugar delas e tivesse tido exatamente o mesmo resultado dela, qual seria a sua reação se a pessoa em questão tivesse lhe subestimado? Você provavelmente ficaria injuriado.
Então, muito cuidado por subestimar uma ação que alguém tenta tanto sair, pois você poderia estar no mesmo lugar dela. Mas afirmo dizer que tem coisas que não tem volta, e são sobre estas que vos falo, só dei um exemplo comum, de fácil entendimento.
Se tem uma coisa que eu quero, esta coisa é: quebrar os meus costumes. Infelizmente tenho muitos, como o de roer unha, por exemplo, mas creio que um dia serei livre de todos. E que bom, se isso acontecer!

Happy Halloween!

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Droga de destino



Toda essa história de ‘destino’ é perfeitamente engraçado, ou não. É mais ou menos aquela história em que você sempre fica na parte da frente de um ônibus, e só passa pela catraca quando vai descer. Ou seja, fica a viagem inteira na frente. Acontece, que certo dia você esquece que senta todo santo dia na frente, e atravessa, senta no seu lugar lá atrás (arrependido de ter atravessado), e quando menos espera, a pessoa que sentou ao seu lado, é a que você se apaixonou perdidamente no exato instante em que a viu. Algo como ‘sofrer um imprint’, como os lobisomens nos livros da saga Twilight. O fim deles? Conversaram todo o caminho, trocaram telefones, e estão de casamento marcado para o próximo fim de semana.
Credo! Fui bem baixo neste exemplo, né?! Ok, darei um mais high level.
Suponhamos que você seja um empresário que necessita estar em muitas reuniões em várias partes do mundo. Todas as vezes, é de praxe, senta no mesmo assento. Só que num certo dia, que parecia estar correndo normalmente, ele compra a passagem, e quando vai procurar o assento, alguém está sentado lá... E neste mesmo momento, ele sofreu aquele ‘imprint’. E foram a viagem toda conversando, casaram, tem dois filhos, uma filha, e um que eles não sabem ao certo.
O grande lance, é que a mala desse destino, não está nem ai pra quando a gente deseja que ele apareça, e se a gente não agir pela gente mesmo, já era. Como, por exemplo, no dia em que o destino colocou uma pessoa na minha vida, convivi por anos e anos com ela, mas no dia que é para esse miserável tirá-la do meu caminho, ele não tira. Ai, será que é a parte em que o ‘destino’ é o meu sofrimento? Será que o ‘destino’ é ter me feito apaixonado, sabendo que eu sofreria por muito, muito tempo?
Qual será o meu destino, afinal?




P.S.: Feliz aniversário aos dois anos de blog, dia 04/10. \o/